Instrumentos de Política Ambiental

EAE1317 — Economia do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Rafael Pucci

2026-08-20

Aula Passada

  • Modelo de Custos e Danos
  • Teorema de Coase
    • Alocação de Direitos de Propriedade
    • Negociação com poucos agentes e direitos bem definidos.

Agenda

  • Instrumentos de Política Ambiental
    • Leque de instrumentos
    • Comando e Controle
    • Imposto sobre Emissões
  • Curva de Custo Marginal Agregado de Abatimento

Referências: Phaneuf e Requate, cap. 3; Keohane e Olmstead, cap. 8

Instrumentos de Política Ambiental

Teorema de Coase pode ser aplicável em diversos contextos, mas é desafiador quando há muitos agentes envolvidos.

  • É uma limitação importante, pois grande parte das políticas ambientais lida com problemas em que
    • Poluidores são muitos e estão espalhados;
    • Pessoas afetadas são muitas e estão espalhadas.

Nesses contextos, custos de transação costumam ser proibitivamente altos.

  • Intervenção pode ser mais eficiente.

O leque de instrumentos

Keohane e Olmstead (2016) organizam as políticas ambientais em quatro categorias. As duas primeiras serão discutidas nesta aula.

1. Prescrever o regulador diz o que fazer: tecnologia obrigatória ou limite de emissão por fonte

2. Precificar o regulador põe um preço na emissão: imposto ou subsídio

3. Limitar quantidade o regulador fixa o total e deixa o mercado repartir permissões

4. Informar o regulador informa população com inventários de emissão, selos e certificações

  • As três primeiras tratam do problema da firma, ao passo que a quarta trata do consumidor.

Exemplos

Categoria Implementação Exemplo prático
Prescrever limite ou tecnologia obrigatória, qualidade mínima CONAMA 297/2002
Precificar imposto por unidade emitida ou subsídio por unidade abatida imposto sobre poluição na China (2018)
Limitar a quantidade teto agregado com permissões negociáveis mercado europeu de carbono
Informar divulgação obrigatória; selos voluntários Toxics Release Inventory (EUA); selo FSC
  • Imposto e subsídio são dois lados da mesma moeda: cobrar R$ 10 por tonelada emitida dá o mesmo incentivo que pagar R$ 10 por tonelada abatida (Keohane e Olmstead 2016).
  • A quarta categoria trata de outra falha de mercado (informação assimétrica), e não da externalidade. Voltaremos a ela depois.

Comando e Controle

Comando e Controle

  • Governo determina uma ação de redução de poluição.
    • Depois, fiscaliza e pune quem não cumprir.
  • As formas mais comuns de comando e controle são
    • Requisito de Performance: limite na quantidade de poluição por produto;
    • Requisito de Tecnologia: instalação de tecnologias de produção e/ou redução de poluição específicas.

Comando e Controle

  • Exemplos de Requisito de Performance:
    • Decreto Estadual 59.113/2013: estabelece limites máximos de poluentes do ar no Estado de São Paulo.
      • Partículas inaláveis (\(M{P}_{10}\)): \(120\mu g/{m}^{3}\);
      • Partículas inaláveis finas (\(M{P}_{2,5}\)): \(60\mu g/{m}^{3}\);
      • Ozônio: \(140\mu g/{m}^{3}\) etc.
  • Exemplos de Requisito de Tecnologia:
    • Resolução CONAMA nº 297/2002: comercialização de novos veículos e motocicletas com motores que emitam menos poluentes.

Comando e Controle: Mais um Exemplo

Caso: Chuva Ácida na Alemanha em 1980

  • Causada parcialmente pela emissão de \(S{O}_{2}\) de geradores a carvão.
  • Danos a florestas e lagos no norte da Europa.
  • Intervenção: Ordinance on Large Combustion Plants (GFA-VO, 1983, 1990).
    1. 2.500 mg/m³ de emissão de \(S{O}_{2}\) para firmas existentes;
    2. 400 mg/m³ de emissão de \(S{O}_{2}\) para novas firmas;
    3. Meta de redução de enxofre em 85%, o que implicou em instalação de filtros.

Comando e Controle

  • Retomemos o modelo da aula passada, em que cada firma tem custo de abatimento \({C}_{j}({e}_{j})\).
  • Suponha que o governo queira instituir um limite de poluição. Qual seria o limite mais intuitivo a se propor?
    • Talvez \({{e}_{j}\leq e}_{j}^{*}\) para cada firma \(j\)?
  • Por que esse limite é pouco realista?

Comando e Controle

  • Primeiro, é preciso saber a tecnologia de produção e abatimento de cada firma.
  • Segundo, pode ser legalmente impossível impor um limite diferente para cada empresa (princípio da isonomia?).
  • Assim, qual seria a segunda melhor alternativa?
    • Restringir poluição a limite único para todas as firmas \(\rightarrow {e}_{j}\leq\bar{e}\)

Comando e Controle

  • Como definir esse limite único?
    • Relembrando a solução de Pareto, temos \(\sum_{j=1}^{J} {e}_{j}^{*}={E}^{*}\)
    • Assim, uma possibilidade seria \(\bar{e}=\frac{{E}^{*}}{J}\)
    • De modo que \(\sum_{j=1}^{J} \bar{e}=\sum_{j=1}^{J} \frac{{E}^{*}}{J}={E}^{*}\)
  • Qual é o potencial problema desse limite?
    • Se firmas não forem idênticas, pode haver perda de eficiência.

Este limite já apareceu, sem o nome

Na aula de Custos e Danos, vimos um cenário denominado “corte igual”. Era exatamente \(\bar{e}={E}^{*}/J\) com apenas duas firmas.

\({e}_{1}\) \({e}_{2}\) Custo social
Corte igual (\(\bar{e}=62{,}5\)) 62,5 62,5 2.617
Ótimo 75 50 2.500
  • As duas linhas têm a mesma emissão total (\(E=125\)) e, portanto, o mesmo dano.
  • A diferença de 117 se refere à má alocação nos custos de abatimento.

Comando e Controle

Suponha o seguinte caso com 2 firmas, e suponha, ainda, que \({e}_{1}={e}_{2}=\bar{e}=\frac{{E}^{*}}{2}\)

  • A Firma 1 abate mais caro do que a Firma 2, mas as duas recebem o mesmo limite.

Comando e Controle

  • Neste caso, temos que \(-{C}_{1}^{′}\left(\bar{e}\right)>-{C}_{2}^{′}\left(\bar{e}\right)\)
    • Isto viola uma das condições de eficiência de Pareto que vimos anteriormente.
  • Graficamente, temos que
    • \(A\) é custo de abatimento para Firma 1;
    • \(D\) é custo de abatimento da Firma 2.

Comando e Controle

  • Haveria ganho de eficiência se Firma 2 absorvesse esforço de abatimento da Firma 1.
    • Firma 2 absorve \(C\) para que Firma 1 economize \(B\).
  • Peso morto desta intervenção, com \({e}_{j}\leq \bar{e}\), é igual a \(B-C\).

Exercício: as duas usinas, de novo

Em duplas, 5 minutos. As mesmas usinas das aulas passadas: cada uma emite 50 t e cortam poluição, em blocos de 10 t, aos custos discriminados abaixo (em R$ mil).

1º bloco
Usina A 10 20 30 40 50
Usina B 20 40 60 80 100
  • Cada 10 t emitidas causam R$ 45 mil de dano, como antes, e já sabemos que o corte eficiente é 40 t em A e 20 t em B, por R$ 160 mil de abatimento.
  • (a) O governo manda cada uma cortar 30 t. Quanto custa?
  • (b) Quanto se perde em relação ao corte eficiente?
  • (c) Que troca entre as duas desfaria a perda, e por qual preço?

O padrão uniforme incorre em desperdício

Corte de A Corte de B Abatimento Dano Custo social
Sem regulação 0 0 0 450 450
Padrão uniforme 30 t 30 t 180 180 360
Corte eficiente 40 t 20 t 160 180 340
Desperdício do padrão uniforme 20 0 20
  • Nos cenários de padrão uniforme e corte eficiente, chegamos às mesmas 60 t no equilíbrio, logo o dano é o mesmo. No entanto, custos de abatimento mal alocados levam a perdas.
  • (c) A corta um bloco a mais (R$ 40 mil) e B corta um a menos (economiza R$ 60 mil): qualquer preço entre 40 e 60 faz as duas ganharem.
  • Guardem isto, pois fundamentará o mercado de permissões das próximas aulas.

Imposto sobre Emissões

Precificando poluição

1. Prescrever o regulador diz o que fazer: tecnologia obrigatória ou limite de emissão por fonte

2. Precificar o regulador põe um preço na emissão: imposto ou subsídio

3. Limitar a quantidade o regulador fixa o total e deixa o mercado repartir: permissões

4. Informar o regulador divulga: inventários de emissão, selos e certificações

  • No comando-e-controle, o regulador busca escolher a alocação final.
  • No imposto, regulador escolhe o preço da poluição, e a alocação é escolhida pelas firmas.
    • Ou seja, usa preços para internalizar a externalidade.

Imposto sobre Emissões

Como incluir imposto pago por unidade de emissão no modelo?

\[T{C}_{j}\left({e}_{j}\right)={C}_{j}\left({e}_{j}\right)+\tau {e}_{j}\]

  • Em que \(T{C}_{j}({e}_{j})\) é o custo total da firma associado à poluição.
  • Qual é a condição de primeira ordem deste problema?

\[-{C}_{j}^{′}\left({e}_{j}\right)=\tau\]

  • Firma iguala custo marginal de abatimento ao “preço” da emissão.

Imposto sobre Emissões

Intuição: firma reduz emissões enquanto o custo adicional de abatimento for menor do que o imposto pago por unidade emitida.

  • Ou seja, firma prefere reduzir sua própria poluição se isto for mais barato do que poluir e pagar taxa.
  • Note que as CPOs também implicam em

\[-{C}_{j}^{′}\left({e}_{j}\right)=\tau =-{C}_{k}^{′}\left({e}_{k}\right)\ \forall j\neq k\]

Preço único induz a quantidades diferentes para cada firma

  • O regulador anuncia um número só, sem precisar conhecer \({C}_{1}\) nem \({C}_{2}\).
  • A condição \(CM{g}_{1}=CM{g}_{2}\) é resultado de equilíbrio, não exigência.

Imposto sobre Emissões

Qual deveria ser o valor da alíquota \(\tau\) para alcançarmos o Ótimo de Pareto?

  • Sabemos que \(-{C}_{j}^{′}\left({e}_{j}^{*}\right)=D′({E}^{*})\) é a condição de ótimo social.
    • Em que \(\{{e}_{1}^{*},...,{e}_{J}^{*}\}\) é a alocação ótima tal que \(\sum{e}_{j}^{*}={E}^{*}\)
  • Logo, \({\tau }^{*}={D}^{′}\left({E}^{*}\right)\) induz a alocação ótima de Pareto

\({\tau }^{*}\) é o \({\mu }^{*}\) da aula de Custos e Danos

Considerem as mesmas funções de antes:

\(CM{g}_{1}=100-{e}_{1}\), \(CM{g}_{2}=50-0{,}5{e}_{2}\) e \({D}^{′}\left(E\right)=0{,}2E\).

Temos

\[{\mu }^{*}=25 \quad \Longrightarrow \quad {\tau }^{*}=25\]

  • Antes, \({\mu }^{*}\) era o multiplicador de um problema resolvido por um planejador central que conhecia as duas funções de custo.
  • Aqui, é um preço anunciado por quem não conhece nenhuma delas, mas devolve a mesma alocação.
  • O contrato de Coase fez o mesmo por um terceiro caminho: transformar dano alheio em despesa própria.

Imposto sobre Emissões

  • De outra forma, também podemos interpretar \(\tau\) como o preço da emissão
  • Com isso, podemos definir a Demanda Agregada por Poluição das firmas em função da alíquota \(\tau\).

\[E\left(\tau \right)=\sum_{j=1}^{J} {e}_{j}(\tau )\]

  • Graficamente, para as firmas 1 e 2, é a soma horizontal das duas curvas de custo marginal de abatimento.

Imposto sobre Emissões

Para cada nível de \(\tau\), temos um nível de \(E\left(\tau\right)={e}_{1}\left(\tau \right)+{e}_{2}(\tau )\)

  • Acima de \({\tau }_{2}\) a Firma 2 já zerou emissões, e só a Firma 1 responde: curva agregada muda de inclinação.

Imposto sobre Emissões

Como a poluição varia com o imposto (taxa)?

  • Vamos diferenciar \(-{C}_{j}^{′}\left({e}_{j}\right)=\tau\)

\[-{C}_{j}^{′′}\left({e}_{j}\right)\frac{d{e}_{j}\left(\tau \right)}{d\tau }=1 \to \frac{d{e}_{j}\left(\tau \right)}{d\tau }=\frac{1}{-{C}_{j}^{′′}\left({e}_{j}\right)}<0\]

  • Sabendo que \(E\left(\tau \right)={e}_{1}\left(\tau \right)+{e}_{2}(\tau )\), temos que \(\frac{dE}{d\tau }<0\)
  • Isto implica que, se regulador souber estrutura de custo das firmas, pode-se alcançar qualquer nível de \(E\) desejado.
    • O problema é que dificilmente há informação perfeita, como discutiremos depois.

As três políticas lado a lado

Sem regulação Padrão uniforme \(\bar{e}\) Imposto \({\tau }^{*}\)
Emissão total 200 125 125
\(CM{g}_{1}\) e \(CM{g}_{2}\) \(0=0\) \(37{,}5 \neq 18{,}75\) \(25=25\)
Custo de abatimento 0 1.055 938
Dano 4.000 1.563 1.563
Custo social 4.000 2.617 2.500
Quem paga, e a quem ninguém as firmas, sem contrapartida as firmas, ao governo
  • Notem que a arrecadação de \({\tau }^{*}{E}^{*}=3.125\) não entra no custo social: é apenas transferência entre agentes.
  • Mas pode tornar o imposto politicamente mais difícil que o padrão uniforme.

Exercício de Fixação

Suponha uma economia com 2 firmas e 2 consumidores. Assuma que os custos de abatimento são

\[{C}_{1}\left({e}_{1}\right)=\frac{{\left(5-{e}_{1}\right)}^{2}}{2}\ ;\ {C}_{2}\left({e}_{2}\right)=\frac{{\left(8-2{e}_{2}\right)}^{2}}{2}\]

Assuma que o dano causado a cada consumidor é dado por \({D}_{i}\left(E\right)=\frac{{E}^{2}}{2}\)

  • (a) Qual é o nível ótimo individual de cada firma?
  • (b) Qual é o nível ótimo de poluição?
  • (c) Qual é o imposto de Pigou apropriado?
  • (d) Qual é o custo total de cada firma?

Exercício de Fixação: resolução

São 2 consumidores, logo \(D\left(E\right)={E}^{2}\) e \({D}^{′}\left(E\right)=2E\), com \(-{C}_{1}^{′}=5-{e}_{1}\) e \(-{C}_{2}^{′}=16-4{e}_{2}\).

  • (a) Sem regulação, cada firma abate até \(-{C}_{j}^{′}=0\): \(\hat{e}_{1}=5\) e \(\hat{e}_{2}=4\).
  • (b) A solução interior exigiria \(-{C}_{1}^{′}=-{C}_{2}^{′}={D}^{′}\), o que daria \(\tau =36/7\) e \({e}_{1}=-1/7\). Inviável, então \({e}_{1}^{*}=0\), e minimizar \({C}_{2}+D\) em \({e}_{2}\) devolve \({e}_{2}^{*}={E}^{*}=8/3\).
  • (c) \({\tau }^{*}={D}^{′}\left({E}^{*}\right)=16/3\approx 5{,}33\), e \(-{C}_{1}^{′}\left(0\right)=5<{\tau }^{*}\) confirma que a firma 1 zera a emissão.
  • (d) \(T{C}_{1}=12{,}5\), só abatimento; \(T{C}_{2}=32/9+128/9=160/9\approx 17{,}8\).
  • Ou seja, \(-{C}_{j}^{′}\left({e}_{j}\right)=\tau\) vale só no interior: no canto ela se torna \(-{C}_{j}^{′}\left(0\right)\leq \tau\).

Exemplo Prático

Em 2018, a China implementou um imposto sobre poluição no país inteiro.

  • Como já existia uma tarifa de poluição antes, algumas províncias experimentaram aumento de imposto e outras não;
  • Diff-in-Diff comparando províncias com aumento de imposto versus as outras.

Exemplo Prático

  • Introdução do imposto causa redução nas emissões em províncias tratadas.
  • Aumento de 1 yuan (+50%) no imposto por unidade gera queda de
    • 3,8% na média de \(P{M}_{2.5}\);
    • 18,6% na média de \(S{O}_{2}\);
    • 5,6% na média de \(N{O}_{2}\).

Fontes: Li et al. (2021) e Li (2023).

A categoria que ficou de fora

Keohane e Olmstead (2016) elencam uma quarta categoria de instrumentos focada em informar agentes.

  • Divulgação obrigatória. Nos EUA, o Toxics Release Inventory obriga fábricas, desde 1988, a declarar quanto emitem de mais de 300 substâncias tóxicas. Isto é publicado pela agência ambiental (EPA).
  • Selos e certificação. FSC para madeira, Marine Stewardship Council para pesca: voluntários e, em geral, operados por organizações não governamentais.
  • Como o imposto, agem de forma descentralizada: mudam o incentivo e deixam cada um decidir.
  • Diferente do imposto, o incentivo é indireto, pois da reação de consumidores e cidadãos à informação.

Informar resolve outra falha

  • Rótulo e inventário buscam resolver informação assimétrica: revelam ao cidadão o que a fábrica ao lado emite; ou, ao consumidor, como foi feito o produto.
  • A externalidade e o bem público continuam de pé: apenas a informação não internaliza o dano.
  • Por isso o alcance dessas políticas é mais limitado que o de um imposto ou de uma cota.

E os empurrõezinhos?

Políticas que mudam comportamento sem mudar preço ou regra (Keohane e Olmstead 2016).

  • Opower. Relatórios de consumo de energia que comparam a casa com as vizinhas, usados por mais de 85 distribuidoras nos EUA. A queda é pequena, mas persiste. No longo prazo, leva à troca de lâmpadas e eletrodomésticos.
  • Atlanta. Cartas a clientes sobre consumo de água: informação técnica, apelo à seca, ou comparação com a vizinhança. Três grupos tratados com cartas economizaram; o da comparação economizou mais.
  • O efeito é pequeno, mas o custo também.

Referências

Keohane, Nathaniel O., e Sheila M. Olmstead. 2016. Markets and the Environment. 2.ª ed. Island Press.
Li, Panni, Zhongguo Lin, Huibin Du, Tong Feng, e Jian Zuo. 2021. «Do Environmental Taxes Reduce Air Pollution? Evidence from Fossil-Fuel Power Plants in China». Journal of Environmental Management 295: 113112. https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2021.113112.
Li, Zheng. 2023. «Can Environmental Tax Curb Air Pollution: Evidence from China». Applied Economics Letters 30 (11): 1449–52. https://doi.org/10.1080/13504851.2022.2061703.
Phaneuf, Daniel J., e Till Requate. 2017. A Course in Environmental Economics: Theory, Policy, and Practice. Cambridge University Press.